Ônibus é incendiado por criminosos e linhas têm itinerários afetados na Taquara

Ônibus é incendiado por criminosos e linhas têm itinerários afetados na Taquara

Um ônibus foi incendiado por criminosos na noite desta quinta-feira (28), na Estrada da Boiúna, na Taquara, Zona Sudoeste do Rio. O ataque provocou impactos no funcionamento de duas linhas de ônibus que atendem a região. Segundo relatos de moradores, vans também teriam sido impedidas de circular pela comunidade durante a ocorrência.

De acordo com o Rio Ônibus, as linhas 600 (Boiúna x Saens Pena) e 601 (Taquara x Saens Pena) tiveram os itinerários afetados. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram o coletivo tomado pelas chamas e completamente destruído após o incêndio.

Além do ataque ao ônibus, moradores relataram momentos de tensão na região. Segundo esses relatos, criminosos teriam proibido a entrada de vans na comunidade e apedrejado pessoas que circulavam pelo local. As circunstâncias dessas ações ainda não foram detalhadas pelas autoridades.

O episódio teria ocorrido em represália à morte de Juan Carlos Braz de Oliveira, conhecido como “Barroso”, e de Kaio Vinícius Torres Ferreira, de 27 anos. Barroso era apontado como envolvido em uma disputa territorial na Zona Sudoeste. A possível relação entre as mortes e o incêndio do coletivo ainda é tratada como hipótese.

Segundo a Polícia Militar, na noite de quarta-feira (26), policiais do 18º BPM (Jacarepaguá) entraram em confronto com criminosos na Estrada da Boiúna, nas proximidades da comunidade dos Teixeiras. Após o tiroteio, dois homens baleados foram levados para a UPA de Magalhães Bastos.

Entre os feridos estava Barroso, que não resistiu aos ferimentos. Kaio Vinícius também foi atingido e encaminhado em estado grave para atendimento médico. Conforme a Secretaria Municipal de Saúde, ele chegou a ser transferido para o Hospital Municipal Albert Schweitzer, mas morreu posteriormente.

O caso está sob investigação da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). Segundo as informações divulgadas, diligências estão sendo realizadas para esclarecer as circunstâncias das mortes e verificar a possível relação delas com o ataque ocorrido na Taquara.

O incêndio também afetou a rotina de moradores que dependem do transporte público. Uma moradora relatou ter ficado impossibilitada de retornar para casa após um dia de trabalho. Outro passageiro afirmou que presenciou a ocorrência quando tentava embarcar na linha 600 e chegou atrasado ao destino.

Até o momento, não foram apresentadas informações sobre prisões relacionadas diretamente ao incêndio do ônibus. A reportagem também não conseguiu contato com a defesa de Juan Carlos e Kaio Vinícius. O espaço permanece aberto para eventuais manifestações.

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