Um adolescente suspeito de envolvimento no estupro coletivo de uma menina de 13 anos foi apreendido por policiais civis da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de São João de Meriti nesta quinta-feira. O jovem foi localizado em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, durante as investigações sobre o crime, ocorrido em fevereiro deste ano.
Segundo a Polícia Civil, sete pessoas foram identificadas como suspeitas de participação no caso. Entre elas estão seis adultos e o adolescente apreendido. Um dos investigados foi morto posteriormente por criminosos, enquanto outro permanece desaparecido.

De acordo com as investigações, a vítima morava nas proximidades da comunidade do Trio do Ouro, área apontada como controlada pelo Terceiro Comando Puro (TCP), e costumava frequentar a região por ter familiares no local. A adolescente teria sido confundida pelos traficantes com outra jovem, que seria namorada de um integrante do Comando Vermelho (CV).
Ainda conforme a apuração policial, a confusão teria levado a vítima a ser submetida a uma espécie de julgamento imposto por criminosos. A menina teria sido violentada por integrantes do grupo e posteriormente liberada depois que um dos envolvidos percebeu que ela havia sido confundida com outra pessoa.

Além da violência sexual, a adolescente sofreu um ferimento de raspão na cabeça provocado por um disparo de arma de fogo, segundo as informações da investigação. Após o crime, ela também teria sido ameaçada para não procurar as autoridades e denunciar o caso.
A delegada Vanessa Martins, titular da Deam de São João de Meriti, afirmou que os suspeitos teriam agido de forma violenta e estavam armados. Segundo ela, os investigados tinham envolvimento com o tráfico de drogas na região.
A apreensão do adolescente representa mais um avanço na investigação conduzida pela Polícia Civil. A corporação segue apurando a participação de cada um dos suspeitos identificados e as circunstâncias do crime ocorrido em fevereiro.
Por se tratar de uma vítima menor de idade, a identidade da adolescente não foi divulgada. O caso permanece sob investigação da Deam de São João de Meriti.




