A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, nesta terça-feira (30), o reajuste tarifário anual da Enel São Paulo, autorizando um aumento médio de 10,18% nas contas de energia elétrica dos consumidores atendidos pela distribuidora. O novo índice entra em vigor a partir do dia 4 de julho de 2026 e atinge clientes residenciais, comerciais, rurais e industriais.
O reajuste foi definido durante reunião da diretoria da Aneel e leva em consideração fatores como o aumento dos custos de comercialização e transporte de energia elétrica. Apesar da existência de créditos tributários que reduziram parte do impacto, os chamados componentes financeiros foram os principais responsáveis pela elevação das tarifas neste ciclo de revisão.

Para os consumidores conectados em baixa tensão — grupo que inclui residências, propriedades rurais, pequenos comércios e pequenas indústrias — o reajuste médio será de 8,97%. No caso específico dos clientes residenciais, o aumento nas contas de luz será, em média, de 9,02%.
Já os consumidores ligados à rede de alta tensão, como indústrias de grande porte e grandes empresas, terão um reajuste médio de 15%, percentual superior ao aplicado aos demais grupos de consumidores.
Segundo a Aneel, os componentes financeiros exerceram a maior pressão sobre o reajuste tarifário deste ano. Do índice médio aprovado de 10,18%, cerca de 6,46 pontos percentuais correspondem a esses fatores, impulsionados principalmente pelo aumento dos custos dos contratos de comercialização e do transporte de energia elétrica.
Embora créditos tributários tenham contribuído para reduzir parte dos impactos, eles não foram suficientes para compensar a alta dos custos do setor elétrico. Com isso, os consumidores da área de concessão da Enel São Paulo passarão a pagar mais pela energia elétrica a partir do próximo sábado, quando o novo reajuste começa a vigorar.




