Operação apreende celulares e drogas em Bangu 4 e mira comunicação de chefes do TCP

Operação apreende celulares e drogas em Bangu 4 e mira comunicação de chefes do TCP

A Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen) realizou, nesta quinta-feira (3), mais uma etapa da Operação Illicitus no sistema prisional do Rio de Janeiro. A ação foi concentrada no Presídio Jones Lopes de Carvalho, o Bangu 4, onde estão custodiadas lideranças do Terceiro Comando Puro (TCP), e tem como objetivo impedir a entrada e o uso de celulares e drogas, além de dificultar a comunicação entre presos e integrantes da facção que estão fora das unidades.

Durante a fiscalização desta quinta, os agentes apreenderam 23 celulares e materiais classificados como drogas, cuja quantidade ainda será contabilizada. Desde o início da operação, em agosto, 567 aparelhos já foram recolhidos em diferentes presídios do estado.

A ofensiva é realizada de forma integrada pelas subsecretarias Operacional e de Inteligência da Polícia Penal, com participação da Corregedoria-Geral da instituição. As equipes realizam inspeções para identificar materiais proibidos e possíveis irregularidades relacionadas à entrada e à circulação de objetos dentro das unidades prisionais.

De acordo com a Secretaria de Estado de Polícia Penal, a Operação Illicitus também investiga a participação de detentos, visitantes e agentes públicos em práticas que possam facilitar a entrada de itens proibidos no sistema penitenciário. A estratégia busca interromper canais utilizados para manter contatos externos de forma ilegal.

O balanço divulgado pela secretaria aponta que, desde agosto, 567 celulares foram retirados de circulação nas unidades prisionais. Entre as apreensões mais recentes estão 64 aparelhos encontrados na Cadeia Pública Paulo Roberto Rocha, conhecida como Bangu C, durante uma fiscalização realizada na segunda-feira (31).

Além dos aparelhos eletrônicos, as ações realizadas ao longo do período resultaram na apreensão de aproximadamente 8 quilos de drogas dentro das unidades. A quantidade de entorpecentes localizada especificamente durante a operação desta quinta-feira ainda passará por contabilização.

O uso de equipamentos de inspeção, incluindo scanners corporais, também integra o trabalho de fiscalização. Segundo a Polícia Penal, 11 visitantes foram presos em flagrante ao tentar entrar nas unidades com materiais proibidos.

A operação também resultou na prisão de dois policiais penais que, segundo a investigação, foram flagrados facilitando a entrada de materiais ilícitos no sistema penitenciário. A atuação da Corregedoria-Geral faz parte da estratégia para apurar possíveis desvios envolvendo servidores.

A nova fase da Operação Illicitus reforça as ações de fiscalização dentro dos presídios fluminenses e concentra esforços no bloqueio da entrada de aparelhos celulares e entorpecentes. No caso do Bangu 4, a medida também busca dificultar a comunicação de integrantes do TCP que estão presos com membros da organização que permanecem em liberdade.

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