Policial militar é preso com revólver de numeração raspada e documentos falsos no Rio

Policial militar é preso com revólver de numeração raspada e documentos falsos no Rio

Um policial militar foi preso em flagrante na tarde desta segunda-feira (17), na Avenida Brasil, na altura de Manguinhos, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Segundo as investigações do Detran-RJ e da Polícia Civil, o agente foi abordado enquanto dirigia um Nissan Kicks e estava com um revólver calibre .38 com a numeração raspada, documentos falsos e outros materiais. O policial é investigado por suspeitas de estelionato, fraudes envolvendo veículos e participação no chamado “golpe do amor”.

Identificado como Fábio Borges de Oliveira, o policial teria 28 anotações criminais relacionadas, em tese, a estelionato. Conforme a investigação, ele se apresentava como policial ou funcionário do Detran para conquistar a confiança das vítimas e facilitar a aplicação dos golpes.

A prisão ocorreu por volta das 16h30, quando Fábio conduzia um Nissan Kicks branco pela Avenida Brasil. A abordagem foi realizada após um trabalho de inteligência da Corregedoria do Detran-RJ, desenvolvido em conjunto com agentes da 23ª DP (Méier). Durante a revista no veículo, os policiais localizaram o armamento e outros materiais que passaram a integrar a investigação.

Entre os itens apreendidos estavam um revólver calibre .38 com a numeração raspada, uma capa de colete, uma calça de natureza tática e documentos de identificação. As equipes também encontraram dois espelhos de Carteira Nacional de Habilitação (CNH), carteira de identidade e comprovantes de depósitos bancários que totalizariam R$ 23,5 mil.

De acordo com o Detran-RJ, o suspeito possui 28 registros criminais relacionados, em tese, a estelionato. A maior parte deles estaria associada ao chamado “golpe do amor”, prática criminosa na qual o autor estabelece uma relação de confiança com a vítima para obter dinheiro ou outras vantagens.

Ainda segundo os investigadores, Fábio utilizaria a condição de policial militar ou servidor do Detran para transmitir credibilidade durante as abordagens. A estratégia, conforme a apuração, teria como objetivo facilitar a aproximação das vítimas e a execução dos golpes.

A investigação também apura uma possível participação do policial em fraudes envolvendo veículos alugados. Empresas de locação como Localiza, Unidas e Movida aparecem no levantamento. A suspeita é de que automóveis fossem alugados utilizando dados de terceiros e, posteriormente, repassados a pessoas ligadas ao tráfico de drogas no Morro do Turano.

Os investigadores também verificam a possível clonagem dos veículos para dificultar a identificação e a localização dos automóveis. Segundo o Detran-RJ, Fábio costumava deixar carros clonados estacionados nas proximidades da Rua Florianópolis, na região da Praça Seca.

O Nissan Kicks usado pelo suspeito no momento da prisão, de placa TYP7H12, estava registrado como alugado em nome de Leandro Mansoldo Rodrigues, conforme apontado pela investigação.

Outro ponto analisado pela Polícia Civil é uma possível ligação do policial com um despachante que possui escritório próximo ao posto do Detran de Araruama. A polícia apura se o estabelecimento poderia estar relacionado a fraudes envolvendo veículos e investiga eventual participação de funcionários.

As autoridades também verificam a suspeita de que o policial tivesse acesso irregular à obtenção de documentos de habilitação e identidade. O caso foi encaminhado para a 23ª DP (Méier), onde a ocorrência foi registrada.

Segundo a Polícia Civil, Fábio Borges de Oliveira foi autuado por porte ou posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. A prisão em flagrante foi posteriormente formalizada no registro da ocorrência.

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