Operação no Complexo da Maré deixa suspeito morto, 13 feridos e seis presos no Rio

Operação no Complexo da Maré deixa suspeito morto, 13 feridos e seis presos no Rio

Ação da Polícia Militar mobilizou cerca de 200 agentes e resultou na apreensão de 12 fuzis, seis pistolas e dez granadas

Uma operação da Polícia Militar no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro, deixou um suspeito morto e 13 pessoas feridas nesta segunda-feira (28). Entre os feridos estão uma criança de 12 anos e um policial militar. A ação, que mobilizou cerca de 200 agentes, também terminou com seis prisões e a apreensão de armas e outros materiais.

Segundo a Polícia Militar, o objetivo da operação é combater a atuação de criminosos e reprimir o tráfico de drogas e a circulação de armas nas comunidades da região. Durante a ação, dois ônibus que transportavam estudantes foram abordados na Linha Vermelha, em uma ocorrência que, de acordo com informações preliminares da polícia, teria sido uma reação à operação.

Entre os materiais apreendidos pelas equipes estão 12 fuzis, seis pistolas e dez granadas. A Polícia Militar informou ainda que foram encontrados maconha e cocaína, mas as quantidades das drogas ainda não haviam sido contabilizadas até o momento das informações divulgadas.

Os confrontos durante a operação deixaram diversos feridos. Onze pessoas foram encaminhadas para atendimento no Hospital Federal de Bonsucesso. Uma criança de 12 anos, atingida de raspão no rosto, foi transferida para o Hospital Estadual Getúlio Vargas e recebeu alta ainda pela manhã. Um adolescente de 15 anos também foi levado posteriormente para a mesma unidade.

Uma mulher ferida recebeu atendimento com auxílio de familiares. Já o policial militar atingido em um dos braços foi medicado e, segundo as informações fornecidas pela corporação, retornou ao trabalho. O estado de saúde dos demais feridos não foi detalhado no material informado.

A operação teve como alvo comunidades como Vila do João, Vila do Pinheiro, Salsa e Merengue, Conjunto Esperança e Morro do Timbau. Segundo o porta-voz da Polícia Militar, major Maicon Pereira, as localidades são controladas pelo Terceiro Comando Puro (TCP).

Ainda de acordo com o oficial, informações obtidas pelo setor de inteligência indicavam a presença de integrantes do Complexo de Israel, também associado à mesma facção, em um baile realizado na Maré. A partir desses dados, equipes da corporação foram deslocadas para a região e encontraram criminosos armados, segundo a versão apresentada pela Polícia Militar.

A ação contou com equipes do Batalhão de Operações Especiais (Bope), do Batalhão Tático de Motociclistas (BTM), do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq) e do Batalhão de Ações com Cães (BAC). Também foram utilizados equipamentos aéreos e sete veículos blindados.

Durante a manhã, dois ônibus que levavam estudantes para uma excursão foram abordados na Linha Vermelha, na altura do Parque das Missões. As chaves dos veículos foram retiradas e os coletivos acabaram interrompendo o trânsito no sentido Baixada Fluminense.

Segundo informações preliminares da polícia, a abordagem aos ônibus teria ocorrido como retaliação à operação realizada na Maré. A corporação atribuiu a ação a integrantes do TCP e afirmou que a ordem teria partido de Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão, apontado pela polícia como ligado ao Complexo de Israel. Essa informação é apresentada como hipótese preliminar da investigação.

A operação também provocou impactos na rotina de moradores da região. Conforme as informações fornecidas, 41 escolas da rede municipal e duas unidades da rede estadual suspenderam as aulas nesta segunda-feira (28). Quatro unidades de Atenção Primária à Saúde também interromperam o atendimento para preservar a segurança de profissionais e usuários.

A Polícia Militar informou que o cenário no Complexo da Maré havia sido estabilizado após uma primeira varredura nas comunidades. As equipes permaneceram na região para dar continuidade à operação e realizar novas buscas.

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