Suspeito já tinha registros por violência doméstica e, segundo a Polícia Civil, continuava se aproximando da vítima mesmo após determinações judiciais
Um homem foi preso nesta segunda-feira (21), em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, suspeito de ameaçar a própria mãe e descumprir medidas protetivas de urgência. A prisão foi realizada por policiais civis da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam), após a Justiça expedir um mandado de prisão preventiva contra o investigado.
Segundo a Polícia Civil, o homem já possuía histórico de violência doméstica contra a vítima e continuava desrespeitando as determinações judiciais impostas para protegê-la.

De acordo com as investigações, o suspeito já havia sido denunciado em outras ocasiões por agressões e ameaças contra a mãe. Mesmo com as medidas protetivas determinadas pela Justiça, ele teria continuado a adotar comportamentos considerados agressivos e intimidatórios.
Entre as situações identificadas pelos investigadores estão o retorno do homem ao imóvel onde a vítima estava e a inutilização de mecanismos utilizados para acompanhar o cumprimento das medidas impostas pela Justiça.
Diante dos sucessivos descumprimentos, a autoridade policial solicitou a prisão preventiva do investigado. O pedido foi aceito pela Justiça, e o mandado foi cumprido pelos agentes durante diligências realizadas em Campo Grande.
Após ser levado para a delegacia e passar pelos procedimentos legais, o homem permaneceu preso. A identidade do investigado e da vítima não foram divulgadas pelas autoridades.
Operação Mulher Segura
A prisão ocorreu no âmbito da Operação Mulher Segura, iniciativa voltada ao enfrentamento da violência contra a mulher no estado do Rio de Janeiro. A ação reúne trabalhos das polícias Civil e Militar e é coordenada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).
A operação inclui o cumprimento de mandados judiciais, atendimento às vítimas e ações contra pessoas investigadas por crimes relacionados à violência doméstica. Entre as ocorrências estão casos de ameaça, lesão corporal, perseguição e descumprimento de medidas protetivas.
Segundo a Polícia Civil, mais de 600 pessoas foram presas pelas forças de segurança desde o início da operação, em 2026. O número informado pela corporação reúne diferentes ocorrências relacionadas à violência contra a mulher no estado.




