Jefté dos Santos do Bonfim, de 38 anos, foi atingido por suspeitos que fugiam após um roubo de veículo; quatro homens foram presos
O cabo da Polícia Militar Jefté dos Santos do Bonfim, de 38 anos, morreu na noite desta quarta-feira após ser atropelado por suspeitos em fuga durante uma abordagem na Via Light, na altura de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O agente participava de um bloqueio montado pelo Batalhão de Policiamento em Vias Expressas (BPVE) quando foi atingido pelo veículo.
Segundo a Polícia Militar, a equipe havia sido acionada após informações sobre um roubo de veículo e realizava um estreitamento de pista. Quatro suspeitos foram presos após a fuga, sendo que um deles ficou ferido.

Conforme a corporação, os policiais deram ordem de parada ao veículo quando os suspeitos se aproximaram do bloqueio. O comando não teria sido obedecido. Na sequência, o cabo foi atropelado e o carro utilizado pelos criminosos também colidiu contra uma viatura policial.
Jefté foi socorrido e levado ao Hospital Geral de Nova Iguaçu, mas não resistiu aos ferimentos. Os suspeitos deixaram o local após a colisão, mas foram localizados e detidos nas proximidades da Via Light. O caso foi encaminhado para investigação da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF).
O policial estava há dez anos na Polícia Militar, era divorciado e deixou três filhos. Até o momento, não haviam sido divulgadas informações sobre a data e o local do sepultamento.
A morte de Bonfim ocorreu poucos dias após outros dois policiais militares serem mortos em situações violentas no estado. No domingo, o cabo José Luiz Porto Junior, de 42 anos, lotado no 14º BPM (Bangu), foi baleado durante uma abordagem em Senador Camará, na Zona Oeste do Rio, quando estava de folga. Um suspeito apontado como autor dos disparos foi preso em flagrante.
Também no domingo, o cabo Rayllan Machado Carino, que pertencia ao 1º BPM (São Gonçalo), foi morto nas proximidades de um shopping, no Centro de São Gonçalo. O agente estava de folga quando foi baleado. Os responsáveis pelos disparos fugiram, e o caso passou a ser investigado pela Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI).




