A Polícia Federal vai encaminhar à Interpol um pedido para incluir o nome de Edson Davi na Difusão Amarela, mecanismo internacional utilizado para auxiliar na localização de pessoas desaparecidas. O menino desapareceu em 4 de janeiro de 2024, aos 6 anos, na Praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, e a medida busca ampliar a cooperação internacional nas buscas pelo paradeiro da criança.
Os procedimentos foram iniciados pelo Núcleo de Cooperação Policial Internacional da Polícia Federal no Rio de Janeiro (NCI/PF/RJ), após uma solicitação feita pela mãe de Edson, Marize Araújo. Caso o pedido seja aprovado, informações sobre o desaparecimento poderão ser compartilhadas com os países integrantes da Interpol.

POLÍCIA FEDERAL INICIA PROCEDIMENTOS
A Polícia Federal informou nesta quarta-feira (9) que começou a reunir a documentação necessária para formalizar o pedido à Interpol. Marize Araújo compareceu à Superintendência da PF para apresentar dados e documentos relacionados ao filho, que está desaparecido há mais de dois anos.
A iniciativa ganhou força após uma operação realizada na Flórida, nos Estados Unidos, que terminou com a localização de 163 crianças. Apesar da repercussão da ação, a Polícia Federal esclareceu que, conforme informações repassadas pelas autoridades norte-americanas, nenhuma criança brasileira estava entre as encontradas.
COMO FUNCIONA A DIFUSÃO AMARELA
A Difusão Amarela da Interpol é utilizada para auxiliar na localização de pessoas desaparecidas, com atenção especial a casos envolvendo crianças. A ferramenta permite a cooperação entre autoridades policiais de diferentes países e amplia o alcance das informações relacionadas ao desaparecimento.
Segundo a Polícia Federal, o envio da solicitação não significa que o alerta será publicado automaticamente. A documentação ainda será analisada pela própria Interpol, que decidirá se o pedido atende aos critérios necessários para a divulgação internacional.
FAMÍLIA MANTÉM ESPERANÇA DE LOCALIZAR O MENINO
A possibilidade de levar o caso para uma rede internacional de cooperação renovou a expectativa da família de Edson Davi. Antes de seguir para a sede da Polícia Federal, Marize afirmou que recebeu a notícia com esperança e pediu que as buscas pelo filho continuem.
A mãe também mantém uma posição diferente da hipótese de afogamento considerada durante as investigações e defende que Edson tenha sido vítima de sequestro. Desde o desaparecimento, familiares seguem mobilizados na tentativa de obter informações que possam levar à localização da criança.
DEFESA SOLICITOU AMPLIAÇÃO DAS BUSCAS
O pedido para adoção da medida foi apresentado à Polícia Federal pelo advogado da família, Cristiano Medina da Rocha. Segundo ele, a possibilidade de inclusão do caso na Difusão Amarela pode ampliar o número de autoridades estrangeiras que terão acesso às informações sobre o desaparecimento.
A defesa avalia que a cooperação internacional pode contribuir para a obtenção de novas pistas sobre o paradeiro de Edson. O advogado também afirmou que, mesmo após mais de dois anos sem localizar o menino, os familiares continuam esperançosos de encontrar informações que ajudem a esclarecer o caso.
RELEMBRE O DESAPARECIMENTO DE EDSON DAVI
Edson Davi desapareceu em 4 de janeiro de 2024, na Praia da Barra da Tijuca, enquanto acompanhava os pais, que trabalhavam em uma barraca instalada na orla. A última imagem conhecida do menino foi registrada por volta das 16h46 daquele dia.
Desde então, o desaparecimento mobilizou familiares e autoridades. Ao longo das investigações, diferentes possibilidades foram analisadas, testemunhas foram ouvidas e denúncias relacionadas ao caso foram apuradas pela Polícia Civil.
Com o possível ingresso na rede internacional da Interpol, a família espera ampliar o alcance das buscas e aumentar as possibilidades de surgimento de novas informações sobre o paradeiro de Edson Davi.




