O proprietário de um ferro-velho clandestino foi preso em flagrante por policiais civis nesta quarta-feira (9), na região da Carobinha, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Durante a ação, os agentes apreenderam quase duas toneladas de materiais, incluindo mais de 400 placas de sinalização de trânsito, semáforos, trilhos ferroviários, hidrantes, fios de cobre e tampas de bueiros.
A operação foi realizada pela Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) após um trabalho de inteligência e monitoramento. O estabelecimento funcionava sem licença ou autorização e, de acordo com os investigadores, o responsável não apresentou documentos que comprovassem a procedência regular dos materiais encontrados.

AÇÃO DA POLÍCIA CIVIL
Segundo a Polícia Civil, as equipes chegaram ao endereço após reunirem informações durante o trabalho de investigação. No local, os agentes encontraram diversos equipamentos e placas em bom estado de conservação, além de outros materiais metálicos armazenados no imóvel.
O responsável pelo estabelecimento foi identificado como Rubemar José Alves. Aos policiais, ele afirmou que havia recebido parte dos materiais como doação da Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio (CET-Rio).
A justificativa, no entanto, não foi acompanhada de documentação que comprovasse a origem dos produtos. Durante a fiscalização, os policiais também localizaram uma ligação clandestina de energia elétrica, conhecida popularmente como “gato”, no imóvel.
Diante das irregularidades encontradas, Rubemar foi preso em flagrante e autuado pelos crimes de receptação qualificada e furto qualificado.
A ocorrência integra a Operação Caminhos do Cobre, iniciativa da Polícia Civil voltada ao combate ao furto e à comercialização ilegal de cabos e materiais metálicos. A estratégia busca atingir diferentes etapas da cadeia criminosa, desde a prática do furto até a destinação dos materiais para estabelecimentos e empresas do setor.
Desde setembro de 2024, a operação já realizou mais de 580 fiscalizações em ferros-velhos, segundo a corporação. Nesse período, aproximadamente 270 responsáveis por estabelecimentos foram presos durante as ações.
Ainda conforme os dados divulgados pela Polícia Civil, cerca de 300 toneladas de fios de cobre e outros materiais metálicos foram apreendidas desde o início da operação.
Além das apreensões e prisões, as ações também incluem medidas destinadas a atingir o patrimônio relacionado às atividades criminosas. A Polícia Civil informou ter solicitado o bloqueio de aproximadamente R$ 240 milhões e contabilizado cerca de R$ 75 milhões em multas aplicadas no âmbito da operação.
A ofensiva também tem como objetivo combater a estrutura financeira que, segundo as investigações, contribui para a manutenção de crimes relacionados ao furto de materiais e cabos. As ações buscam interromper a circulação e a comercialização dos produtos retirados ilegalmente da infraestrutura urbana.




