Dois homens foram presos por suspeita de participação na morte do ciclista Claudio Rafael Landeiro, de 37 anos, espancado após ser confundido com um ladrão em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Os suspeitos, identificados como Jorge Luiz Ricardo Dias e Davi Santos Machado, eram apontados como seguranças contratados por comerciantes da região. O crime aconteceu na noite de 11 de agosto, quando Claudio saiu para andar de bicicleta e acabou abordado por homens que desconfiaram que ele teria cometido um furto.
Segundo a Polícia Civil, Claudio foi agredido com socos, chutes e uma pancada no braço. Após cair desacordado, ele teve os bolsos revistados pelos agressores, que deixaram o local sem prestar socorro. A investigação agora busca identificar outros envolvidos, incluindo homens que teriam participado das agressões usando mochilas de entregadores.

A investigação é conduzida pela Delegacia de Copacabana, que tem à frente o delegado Angelo Lages. De acordo com a apuração policial, Jorge e Davi faziam parte de um grupo de homens contratado informalmente por comerciantes para realizar a segurança de uma rua do bairro. A atividade, segundo a polícia, era realizada de maneira clandestina.
Na noite do crime, Claudio havia saído para passear com a bicicleta da irmã. Durante o trajeto, pessoas que estavam na região teriam suspeitado que ele estivesse envolvido em um crime e acionado os seguranças. Um dos vigilantes questionou o que o ciclista estaria fazendo com a bicicleta e, diante da ausência de resposta, teria atingido o braço da vítima com uma espécie de vareta.
Após a primeira abordagem, Claudio deixou o local e seguiu para uma rua próxima, onde se sentou nas escadarias de um prédio. Pouco depois, homens que estavam em bicicletas e carregavam mochilas semelhantes às utilizadas por entregadores chegaram ao endereço e passaram a abordá-lo. Na sequência, o vigilante que havia participado da primeira abordagem também apareceu, e as agressões começaram.
Segundo a polícia, Claudio tentou fugir, mas acabou contido pelos homens. Ele foi atingido por diversos socos e chutes até cair no chão, inconsciente. Depois, os envolvidos teriam revistado os bolsos do ciclista. Um dos vigilantes ainda teria registrado uma fotografia da cena antes de deixar o local. Claudio permaneceu caído e agonizando após os agressores saírem.
Suspeitos se entregaram à polícia
Davi Santos Machado foi ouvido duas vezes pelos investigadores antes de ser preso. No primeiro depoimento, ele teria negado envolvimento nas agressões. Durante uma segunda oitiva, porém, admitiu participação na ação, segundo a polícia. Ele se apresentou voluntariamente em uma delegacia da Baixada Fluminense.
Jorge Luiz Ricardo Dias também se entregou à polícia, na própria Delegacia de Copacabana. De acordo com os investigadores, ele não teria participado diretamente das agressões que provocaram a morte do ciclista, mas teria pegado a bicicleta da vítima. Após a apresentação, Jorge foi confrontado pela irmã de Claudio.
A família de Claudio acompanha o caso e cobra responsabilização dos envolvidos. Fabiana Landeiro, irmã da vítima, afirmou que espera que a Justiça tome as providências necessárias o mais rapidamente possível.
A Polícia Civil continua as investigações para localizar os demais suspeitos que teriam participado do espancamento. Entre os alvos estão os homens que chegaram ao local de bicicleta e usando mochilas de entregadores.




