Uma mulher foi presa em flagrante nesta quinta-feira (13), em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio, suspeita de comercializar cigarros eletrônicos pela internet e distribuir os produtos por meio de aplicativos de entrega. A ação foi realizada por agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), após informações apontarem que uma residência era utilizada como ponto de armazenamento e distribuição dos dispositivos.
Durante a operação, os policiais apreenderam centenas de cigarros eletrônicos, conhecidos como vapes. Parte das encomendas era transportada por entregadores em embalagens que indicavam, externamente, produtos de sex shop, segundo a investigação.

INVESTIGAÇÃO
As investigações tiveram início a partir de informações de inteligência que indicavam a utilização de uma casa em São Cristóvão como base para guardar e distribuir os cigarros eletrônicos. A comercialização desses produtos é proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Durante o monitoramento do endereço, os policiais observaram um entregador de aplicativo deixando o imóvel com uma encomenda. Ele foi abordado pelos agentes e apresentou o conteúdo do pacote, que continha um cigarro eletrônico.
Segundo o entregador, a embalagem havia sido preparada de maneira a esconder o conteúdo. Do lado de fora, o pacote estava identificado como um produto de sex shop. Ele afirmou aos investigadores que não sabia o que havia dentro da encomenda no momento em que deixou o local.
Após confirmarem as informações levantadas durante a apuração, os agentes voltaram ao endereço. Na ocasião, encontraram a suspeita saindo da residência com outra encomenda, que continha dois dispositivos eletrônicos. Ela aguardava a chegada de outro entregador para fazer o transporte do material.
CENTENAS DE VAPES SÃO APREENDIDOS
Na sequência da abordagem, os policiais realizaram uma busca no imóvel e localizaram centenas de cigarros eletrônicos. Todo o material recolhido foi encaminhado para análise pericial e, posteriormente, deverá ser destruído.
A mulher presa não teve a identidade divulgada pelas autoridades. A prisão ocorreu em flagrante durante a ação da especializada, que investiga a comercialização irregular dos dispositivos.
A Polícia Civil informou que o trabalho investigativo continua. Os agentes buscam descobrir quem fornecia os produtos, identificar a procedência da carga e verificar se outras pessoas participavam da distribuição dos cigarros eletrônicos.
A apuração também pretende esclarecer toda a estrutura utilizada para a comercialização dos vapes e identificar possíveis integrantes da cadeia de fornecimento e entrega. De acordo com a Polícia Civil, a intenção é responsabilizar criminalmente todos os envolvidos no esquema.




