Um homem suspeito de assaltar e agredir uma estudante foi preso nesta quarta-feira (12) por policiais da 59ª DP (Duque de Caxias), na Baixada Fluminense. Segundo a Polícia Civil, Alison da Cruz Santana Aleixo teria abordado a jovem enquanto ela caminhava para a escola, na Rua Itaboraí, no bairro Cavaleiros, no dia 10 de agosto. O suspeito levou o celular da vítima e, durante a ação, segurou o pescoço dela.
A identificação do homem foi possível após investigadores rastrearem o veículo utilizado na ocorrência, que havia sido registrado por câmeras de segurança. Antes da prisão, porém, um trabalhador chegou a ser apontado injustamente como autor do crime após uma imagem produzida por inteligência artificial ser divulgada nas redes sociais.

As imagens de segurança mostram o momento em que um homem vestido de preto estaciona um carro branco e se aproxima da estudante. A jovem tenta evitar o roubo, mas acaba sendo contida pelo suspeito, que segura seu pescoço antes de retirar o telefone das mãos dela.
Após entregar o aparelho, a estudante aparece chorando e pede insistentemente para que o homem não leve o celular. Em seguida, o suspeito entra no automóvel e deixa o local. Ainda abalada, a vítima faz sinais para pedir ajuda a um motorista que passava pela rua.
De acordo com a investigação, o veículo utilizado na fuga pertence ao pai de Alison. Segundo o delegado Márcio Esteves, responsável pela 59ª DP, um familiar informou que o automóvel havia sido adquirido pelo pai para que o filho trabalhasse como motorista de aplicativo. A partir das imagens e do rastreamento do carro, os agentes conseguiram chegar até o suspeito.
A apuração também precisou lidar com uma falsa identificação. Um ajudante de caminhão foi apontado nas redes sociais como responsável pelo assalto depois que uma imagem gerada por inteligência artificial passou a circular junto às gravações do crime. Conforme a Polícia Civil, os investigadores tiveram que realizar novas diligências para comprovar que o homem divulgado nas redes não era o autor.
Segundo a polícia, Alison havia deixado o sistema prisional aproximadamente um ano antes da prisão e contava com o apoio da família para tentar retomar a vida fora do crime.
A mãe da estudante relatou que a filha costumava seguir a pé para a escola porque os horários dos ônibus variavam. Depois do assalto, no entanto, a família passou a temer que ela faça novamente o mesmo trajeto sozinha.
A mulher contou ainda que a filha chegou em casa muito abalada após o episódio. De acordo com o relato, pessoas que estavam nas proximidades acionaram a Força Municipal de Duque de Caxias, que auxiliou no retorno da jovem para casa. A mãe afirmou que a estudante estava tão nervosa que, no momento da abordagem, sequer percebeu imediatamente a dor provocada pelo golpe no pescoço.
Após a prisão, Alison foi encaminhado para a 59ª DP, onde o caso segue sob investigação.




